23 de abril de 2008

divórcio conciliado

Desfaz-se neste momento o sistema flooco de comunicação. Daqui em diante, as amenidades estarão desvinculadas deste blog e foram relegadas ao antigo-extinto blog: Mirantânico. Ao longo das últimas semanas, as amenidades tomaram conta da pauta do flooco. Em vistas disso, é melhor que ele tenha um espaço próprio para que cada coisa esteja em seu devido lugar

O flooco permanecerá como palco para minhas incursões e inxerimento sobre o jornalismo e a comunicação humana diante das novas tecnologias;

Já o Mirantânico, blog zumbi, será (novamente) meu repositório de devaneios.

11 de abril de 2008

Foto da Mulher Melancia na playboy

Não, eu não comprei a revista da Andressa Soares, a tal da "mulher melancia". De fato ela não tem nada a dizer, talvez seja até melhor que nada diga. Acredito que além da bunda, sua cabeça também poderia ser encaixada numa metáfora com melancia. Mas cá estava eu com o photoshop aberto e blogueando por aí achei as fotos da dita cuja no frutos-da-mente. Como se ninguém soubesse que ele levou uma puta photoshopada (além de outras coisas ao longo da vida) antes, durante e depois de ser dançarina do créu, resolvi mostrar um deslize de edição:Não, eu não tenho obsessão por corpos perfeitos. Nem acredito que existam pra falar a verdade, mesmo porquê nunca vi nenhum. Mas gosto de ser detalhista, mesmo não dominando a técnica completamente, quando me meto a "mecher" no photoshop ou quando vejo essas fotos de (pseudo-)celebridades.
Escrevo este post para, além de falar sobre edição de imagens, entrar na onda (hype) de falar sobre essa tal ex-dançarina do créu e testar esse lance de paraquedismo de quebra. Seu "passe" deve ter se valorizado bastante, mas não sem alguns litros de suor. Malhando na academia e sendo malhada na cama (obviamente dormindo). Às vezes tenho medo de ser pai um dia.

Mas talvez tenha que conviver com isso a cada dia mais. E me apavoro com as "previsões do presente" tão bem esclarecidas pelo Fausto: "O retrato do homem brasileiro hoje é um mulato, sem dentes, com "I love New York" estampado numa camisa, cantando música americana cuja letra ele não sabe. Com esse tipo de povo, é fácil a direita ganhar uma eleição." (Fausto Wolff, aqui). Manteremos o controle sobre catástrofe ou a catástrofe sobre nosso controle? Ê bundalêlê esse nosso hein?

Veja, revista O Mal

A capa da revista VEJA desta semana ( 9 de abril de 2008 ) bem que poderia ter "VEJA" como manchete e assumir de vez "O MAL" como nome da publicação.

http://veja.abril.com.br/090408/imagens/capa380.jpg

2 de abril de 2008

ADD: por uma 4ª conjugação

A presença de expressões de outras línguas aqui no nosso português brasileiro não é um fato muito recente. Afinal, nossa língua se diferencia de outras tantas por assimilar palavras de origem portuguesa, indígena e africana ao nosso vocabulário, tal como se misturaram essas etnias em nosso país. Mas o que a muitos preocupa é a presença, ou o uso exagerado, de outras tantas línguas em nosso português cotidiano, em substituição dos termos equivalentes que já existem, chamado estrangeirismo.
E o Brasil parece ser o paraíso desses, tais como: abajour, soutian, drink, design, capuccino, chofer, mouse... e por aí vai. Se bem que tem uma música, Preta-porter de tafetá, do João Bosco, que mistura palavras francesas e africanas usadas em nosso cotidiano:
Pagode em Cocotá vi a nega rebolá
Num preta-porter de tafetá
Beijei meu patuá, oi sambá, oi ulalá
Mé carrefour o randevú vai começá (mais>> interpretação gringa)
Eu vim mesmo foi pra falar de verbo. Xerocar, escanear, deletar, e outros mais execrááádos pelos gramáticos por aí a fora. Mas esses aí são apenas aportuguesados, pois que para conjugá-lo é preciso apenas seguir a conjugação padrão dos verbos da 1ª conjugação (pular, voar, andar...). Mas uma 4ª conjugação está para ser adicionada ao modelo de conjugação dos nossos verbos. Não para o verbo "pôr", que se aglutina com seus derivados na 2ª conjugação já que tem sua origem no "poer".

Esta quarta conjugação será para o verbo "add", que em inglês significa adicionar. Tamanha é a presença do "add" em sites, e formulários na internet que ele passa a ser incorporado a nossa língua. Inicialmente referenciando comunidades virtuais ou comunicadores instantâneos, porém talvez invada escolas, tribuinais ou outras instâncias: "se eu add este círculo dentro do triângulo, como calcular a área do...." ou "o senhor promotor gostaria de add algum comentário acerca da proposição ..." O bom é que não varia, você pode sair por aí dizendo "add" a torto a direito sem se preocupar, com subjuntivo, indicativo, pretérito mais que perfeito, futuro do presente, imperativo, o diabo A4. É facim, facim. E ainda tá na moda.

28 de março de 2008

Interatividade dos Editores de Texto

Esta é minha tentativa de participar da 3ª Ciranda de Textos: Jornalismo e Interatividade. Que é um "balaio" de textos produzidos acerca de um tema específico e produzido por jornalistas blogueiros. O projeto surgiu lá pelos "estrangeiros" com o nome de Carnival of Journalism. Aqui no Brasil, ele é articulado pelo Jornalistas da Web, e esta terceira edição tem como guia de leitura o Idéia de todos, blog da jornalista Flávia Garcia Reis (nenhum nepotismo envolvido, é bom que se diga. Segue a FAQ da Ciranda de Textos no Blog Meio Digital.




Interatividade dos Editores de Texto

Um bom editor de texto ainda é a melhor ferramenta para se fazer jornalismo nos dias de hoje. Seja lá em redações de impresso, agências, rádio, tv ou internet. Nada mais é preciso para se escrever uma notícia ou prover um conteúdo para leitores de qualquer veículo. Seja você jornalista ou programador, do que mais você necessita para garantir sua audiência? Um editor de imagens, um de áudio e outro de vídeo, você poderia responder. Tá, ok. Mas sou ainda dos que ainda acreditam que uma palavra vale mais do que mil imagens, se não em seu significado, ao menos no potencial argumentativo dessa.


Para um jornalista, nada mais é necessário do que um editor de texto, onde possa articular suas idéias, ordenar os fatos e construir informações para serem devoradas pelos seus leitores. Da mesma forma, um programador não necessidade de nada além de um editor de texto, e um compilador para seus testes, para desenvolver plataformas sobre as quais correrá o fluxo de informação( jornalista=>público ; público=>jornalista; jornalista=>jornalista ; público=>público> ), sobre o qual interagem diversos atores desta aldeiazinha.

Jornalismo para jornalistas

Jornalista é, e será sempre, aquele que provê informação. Aquele que observa o cotidiano da sua sociedade, interpretando os fatos que, por essência ou trabalho laborioso do jornalista, transforma-os em informações relevantes para as demais pessoas.

Nada me tira da cabeça a imagem estigmatizada do jornalista dentro de uma redação com luz de fim de tarde atrás de uma máquina de escrever, ou computador, com algumas pilhas de papel ao seu redor e suando para não ser decapitado pelo correr das prensas. Bem, acho que estou vendo filmes demais. Mas o que estou querendo dizer é que o jornalista trabalha para empacotar informação que ele colhe no dia-a-dia. Muito embora hoje em dia o seu leitor tenha possibilidades de interagir com ele, e somente jornalista, em nada interfere na informação que já foi veiculada. Servirá de parâmetro para uma próxima matéria, depois da percepção do profissional sobre como suas informações estão sendo interpretadas.

Desenvolvimento dos meios

No entanto, sabemos que a comunicação é diretamente determinada pelos suportes que a sociedade desenvolve. E, se o jornalista está trabalhando para uma empresa de Internet, ele precisa utilizar dos recursos que lhe são disponibilizados. A multimídia, os fóruns, chats, comentários, blogs, conteúdos colaborativos, redes de relacionamento e mundos virtuais são algumas dos recursos que devem ser explorados por profissionais do meio. Mas neste meio (veículo de comunicação on-line) não atuam apenas jornalistas. Programadores e gestores de comunicação em geral também trabalham para promover fluxo de informação aí. Desenvolvedor come alpiste jornalista é quem leva a fama. Digo, claro que o jornalista precisa pensar numa nova forma de conteúdo mais rico, mais interativo. E tem seus méritos por isso, quando o fizer, atualmente não tem nada. Mas quem projeta as possibilidades não é o jornalista, é o programador, horas a fio escrevendo linhas e linhas de código, no mesmo editor de texto que jornalistas usam pra adular seus patrões informar a sociedade.

Interatividade Social

Esses instigantes suportes têm se aperfeiçoado muuuito nas últimas décadas. Ao ponto de permitir que cada vez mais pessoas exponham suas visões de mundo. Um estado polifônico onde as pessoas podem interagir, refletir e intervir sobre os fatos. Sou partidário dos que acreditam numa mobilização social muito mais forte com "essa história de Internet". Mas a interação ocorre apenas no nível da publicização das opiniões, do questionamento, da proposição de novas idéias, não sobre informações jornalísticas. Estas permanecem incólumes, tal qual o sujeito que a fez, a veiculou. Não há intervenção sobre elas, a ninguém interessa meter o bedelho sobre elas. Por mais que se discorde, ou que se deseje acrescentar algo, o interesse reside em saber como aquele sujeito, ou sua empresa, pela credibilidade que tenham conquistado, pensam sobre determinado fato social.

Aquilo que é produzido pelo jornalista não permite intervenções, pois é um recorte pessoal. A amplitude, seja de provocação ou de convencimento, desses recortes é que cabe ao jornalista desenvolver.As interações propriamente ditas são promovidas por profissionais ligados ao campo geral comunicação. Da qual o jornalista foi o grande representante durante muito tempo, mas que passou a concorrer com os programadores quando a comunicação passou a ser fortemente mediada por computadores. O que não impede que o jornalista procure se capacitar para melhor explorar as potencialidades deste novo meio, mas aí atuarão enquanto comunicadores, provendo formas de interação, não apenas como jornalistas.

Perspectivas

Para os que gostam e desejam ser jornalistas, estritamente jornalistas, desconsiderem a interatividade de seus trabalhos. Seus esforços devem concentrar-se sobre a melhor forma de transformar um fato em informação de interesse público usando o bom senso e um simples editor de textos. Para os que desejam ser comunicadores, explorando as possibilidades que a Internet lhes põem a mão, e as que ainda estão por vir, conheçam-na desde sua estrutura física (suas redes e nós) até seus protocolos e linguagens. O uso da lógica e de um editor de textos facilitarão seu trabalho. Ah! A criatividade. Sempre muito bem vinda em qualquer lugar.

25 de março de 2008

Manuscritos

Reunido ontem com minha "tia" de português lá do CEFET-PB, confessei-a que estava tendo dificuldades ao escrever qualquer coisa a lápis. De pronto, ela logo respondeu: "É culpa do computador!". Bem sei, mas o tom pejorativo não me ofendeu. Já sabemos ambos que ela está a defender a tradição da cultura oral e escrita de maneira incólume, quase sagrada. E eu, na outra ponta, partidário das novas formas da linguagem e suas experiências, especialmente na Internet.

Daí eu tava pensando cá comigo mesmo... Pra que saber escrever a lápis se eu tenho um computador que faz o mesmo e ainda melhor? De certo que em muita situações isto ainda é necessário. Mas não é muito comum topar por aí com pessoas que escrevem na pedra ou em papiros, não é mesmo? Ser conservador ou inovador ao extremo não é interessante. Vamos seguindo na serenidade. As revoluções nada mais são do que evoluções (ou involuções em alguns raros casos) um pouco mais impactantes.


da pedra ao mouse, nossas projeções no mundo vão se aperfeiçoando

Ou você vai me dizer que a escrita cuneiforme deveria ainda ser ensinada nas escolas? Deixe-me com meu mouse e teclado, prometo escrever em letras de fôrma quando for manuscrito. Mas só em último caso, estamos entendidos?

Espaço para criação futura

Reservo este espaço para uma criação futura que eu possa desenvolver, ou uma idéia que possa ter. Algo que precise de uma certa prova histórica para garantir minha propriedade sobre aquilo que possa vir a reclamar como meu. Nem precisa ser muito meu, na verdade. Poderei editar este post no futuro, e, quem sabe, assegurar uma coisa que na realidade nunca foi minha. Devaneio? Não sei, espero que prove não ser mais uma falta de tino da minha parte. Tá difícil, mas o travesseiro já clama por mim.

e-braços.

24 de março de 2008

O plágio de fausto wolff

Não tenho idade pra conhecer Fausto, o Wolff. O sujeito foi um dos jornalistas responsáveis pela criação e manutenção do Pasquim lá pelas décadas de 1960/70. Mas só pude lê-lo na Bundas, uma revista que o Ziraldo editou em contrapartida a Caras ( "Quem mostra a bunda em Caras não mostra a cara em Bundas"). Acompanhei o velho lobo, juntamente com o impagável Nataniel Jebão, também no Pasquim 21, outra empreitada da velha guarda de jornalistas querendo devolver a dignidade profissão. A coisa não durou muito (2001-2004), mas guardo cá comigo a coleção dos Pascas 21 devidamente acondicionados.

Mas o fato é que descobri hoje que um dos meus ícones no jornalismo, ainda que comunista, alcóolatra, pobre e cheio de dívidas, plagiou o texto de um cidadão. É, atualmente o Fausto é colunista do Caderno B do JB e um de seus artigos foi "inspirado" em outro texto já existente. O texto é ótimo, é bem verdade, todos cometem deslizes, também sei, ele reconheceu o erro publicamente, vá lá. Mas, pô, antes fosse o colunistazinho da Veja, ou o Helder Moura da minha terrinha.

De todo embróglio, ainda recuperando-me da frustração, deixo cá o texto do Marconi Leal, originalmente publicado aqui. O artigo do plagiário está aqui e segue seu pedido de desculpas. "A nível de", como diz João Bosco, comparação, o original permanece melhor que a versão do Fausto?

ASSALTO por Marconi Leal

- Alô? Quem tá falando?
- É o ladrão.
- Desculpe, não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí?
- Não, os funcionário tá tudo como refém.
- Eu entendo. Trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né? Vida difícil. Mas será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles?
- Impossível. Eles tá amordaçado.
- Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí?
- Claro que, não, meu amigo. Quanta inguinorância! O chefe tá na cadeia, que é um lugar mais seguro pra se comandar um assalto.
- Bom... Sabe o que que é? Eu tenho uma conta...
- Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero.
- Não, isso eu já sabia. Eu sou professor. O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro.
- Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um seqüestro. Pra saber de juro é melhor tu ligar pra Brasília.
- Sei, sei. O senhor tá na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia... Mas, será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa.
- Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto!
- Longe de mim. Que é um assalto, eu sei perfeitamente. Mas queria saber o número preciso. Seis por cento, sete por cento?
- Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca?
- Ah, já tava esperando. Vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?
- Não... Eu... Peraí, bacana, que hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho. (um minuto depois) Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês.
- Puxa, que incrível!
- Tu achava que era menos?
- Não, achava que era isso mesmo. Tô impressionado é que, pela primeira vez na vida, consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço, pelo telefone, em menos de meia hora e sem ouvir Für Elise.
- Quer saber? Fui com a tua cara. Dei umas bordoadas no gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado?
- Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco?
- Nadinha. Tá acertado.
- Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa...
- Ih, sujou! (tiros, gritos) A polícia!
- Polícia? Que polícia? Alô? Alô?
- (sinal de ocupado)
- Alô?... Droga! Maldito Estado. Sempre intervindo nas relações entre homens de bem!

23 de março de 2008

Ao contrário da Fran, principalmente do que ela disse aqui, eu discordo. Não só discordo como implico. O que é até meio infantil, reconheço. Mas eu sou um curioso que gosta das coisas explicadas em seus detalhes. "Por quê" é uma expressãozinha danada que me acompanha desde menino sambudo.

Tô me esforçando pra pensar menos, questionar menos, criticar menos, implicar menos. Me lembrando das coisas, fui catar uns versos do Caeiro:

Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
mais aqui


Lembrando mais, lembrei de Tom Zé cantando Tô, "aliásmente" título do post.
Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar
mais aqui

Mas onde eu tô? É, acho que também tô precisando de foco, feito srª Yemissi.

e-braços.

20 de março de 2008

A woman without her man is nothing

An English professor wrote the words "A woman without her man is nothing" on the chalkboard and asked his students to punctuate it correctly.

All the females in the class wrote:
"A woman: without her, man is nothing."

(agora o certo:)

All of the males in the class wrote:
"A woman, without her man, is nothing."

Nada como uma vírgula aqui e outra ali pra colocar cada coisa em seu devido lugar.